Tipos de Relatórios ESG e Padrões Globais

Nos últimos anos, a pressão por maior transparência e responsabilidade social, ambiental e de governança nas empresas tem se intensificado, e com isso, o conceito de ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança) se consolidou como um dos principais critérios de avaliação de práticas empresariais. Para demonstrar o compromisso com esses três pilares, as organizações têm se tornado cada vez mais exigentes em relação ao uso de relatórios ESG. Esses relatórios não apenas ajudam a promover a sustentabilidade, mas também são ferramentas poderosas para atrair investidores, melhorar a reputação e garantir a conformidade com as regulamentações globais.

Neste contexto, existem diferentes tipos de relatórios ESG que as empresas podem adotar, dependendo das necessidades e expectativas do público-alvo, assim como dos requisitos normativos. A seguir, exploraremos os principais tipos de relatórios ESG e os padrões globais que os orientam.

Tipos de Relatórios ESG

  1. Relatório de Sustentabilidade

    O Relatório de Sustentabilidade é o tipo mais comum de relatório ESG e visa fornecer informações sobre os impactos sociais e ambientais da empresa. Nesse documento, as organizações apresentam suas ações em relação a questões como mudança climática, conservação de recursos naturais, diversidade e inclusão, condições de trabalho e governança corporativa. Esses relatórios geralmente abordam tanto os aspectos quantitativos quanto qualitativos das práticas da empresa.
  2. Relatório Integrado (Integrated Reporting – IR)

    O Relatório Integrado vai além do Relatório de Sustentabilidade ao integrar informações financeiras e não financeiras de forma mais abrangente. Esse formato busca mostrar como a estratégia, o governo corporativo e as práticas de sustentabilidade estão interligados, e como eles contribuem para a criação de valor de longo prazo para os stakeholders. Ele também se baseia em um conjunto de indicadores financeiros e não financeiros que ajudam a contar a história completa da performance da empresa.
  3. Relatório Anual com Seções ESG

    Algumas empresas preferem incluir as informações ESG dentro do Relatório Anual tradicional. Esse tipo de relatório inclui dados financeiros, mas também destaca as ações e progressos relacionados à sustentabilidade e à governança. Embora não seja tão detalhado quanto os outros tipos de relatórios ESG, essa abordagem pode ser útil para empresas que estão começando a se engajar com os temas ESG e desejam dar visibilidade às suas iniciativas de forma mais concisa.
  4. Relatório de Impacto Social

    Embora seja uma forma mais especializada, o Relatório de Impacto Social se concentra especificamente em avaliar os impactos sociais da empresa, como suas ações em prol da comunidade, educação, saúde e direitos humanos. Este tipo de relatório detalha como a organização contribui para melhorar a sociedade e como seus projetos sociais estão sendo implementados, medidos e avaliados.
  5. Relatório de Conformidade Regulatória ESG

    À medida que as regulamentações sobre práticas ESG se tornam mais rigorosas, muitas empresas são obrigadas a publicar relatórios que atendem a exigências legais ou normativas específicas. Esses relatórios geralmente são exigidos por órgãos reguladores e devem seguir padrões específicos para garantir que a empresa esteja cumprindo todas as leis ambientais, trabalhistas e de governança.

Padrões Globais

Com o aumento da demanda por relatórios ESG, surgiram uma série de padrões globais que ajudam as empresas a estruturar e relatar suas informações ESG de maneira consistente e transparente. Esses padrões são importantes porque garantem a comparabilidade e credibilidade das informações divulgadas. A seguir, listamos alguns dos principais padrões e frameworks internacionais utilizados pelas empresas.

  1. Global Reporting Initiative (GRI)

    O GRI é um dos padrões mais amplamente utilizados no mundo. Ele fornece diretrizes detalhadas para a elaboração de relatórios de sustentabilidade e abrange uma ampla gama de temas, desde a emissão de gases de efeito estufa até direitos humanos e práticas trabalhistas. As diretrizes do GRI são voltadas para organizações de todos os portes e setores e são especialmente úteis para empresas que buscam se comunicar com um público amplo de stakeholders, incluindo investidores, clientes e comunidades locais.
  2. Sustainability Accounting Standards Board (SASB)

    O SASB tem como objetivo ajudar as empresas a divulgar informações ESG materialmente relevantes para os investidores. O foco do SASB está na integração de práticas sustentáveis nas finanças das empresas, proporcionando uma abordagem mais orientada para o mercado de capitais. O SASB desenvolveu padrões específicos por setor, facilitando a comparação entre empresas dentro do mesmo ramo.
  3. Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD)

    O TCFD é uma iniciativa do Financial Stability Board (FSB) que oferece recomendações sobre como as empresas devem divulgar informações relacionadas ao impacto financeiro das mudanças climáticas. O TCFD se concentra na divulgação de riscos e oportunidades associados às mudanças climáticas, tanto em termos físicos quanto transicionais, e no impacto financeiro das ações da empresa.
  4. CDP (Carbon Disclosure Project)

    O CDP é uma organização que coleta e divulga informações ambientais das empresas, especialmente no que diz respeito às emissões de carbono e gestão da água. O CDP é amplamente reconhecido como um indicador chave de desempenho em sustentabilidade ambiental. Muitas empresas reportam suas emissões de carbono e práticas ambientais por meio da plataforma do CDP, o que permite aos investidores e outros stakeholders acompanhar as práticas de gestão de riscos climáticos.
  5. ISO 26000

    A ISO 26000 é uma norma internacional que fornece diretrizes sobre responsabilidade social. Embora não seja um padrão de certificação, ela orienta as empresas sobre como podem operar de maneira socialmente responsável, levando em consideração a governança, os direitos humanos, as práticas laborais e o meio ambiente. Muitas empresas usam a ISO 26000 como um guia para melhorar suas práticas ESG.

Importância dos padrões globais

Adotar padrões globais para relatórios ESG é essencial para garantir que a empresa atenda às expectativas dos investidores, reguladores e consumidores. Além disso, essas práticas promovem a transparência e podem gerar uma vantagem competitiva significativa, uma vez que empresas que demonstram um forte compromisso com ESG frequentemente atraem mais investimentos e melhoram sua imagem no mercado.

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